Entardecer é pôr do ser

Ter tempo é a maior riqueza que se procura por aqui e por aí. A gente corre, se desdobra e gira a vida em torno do relógio, sem perceber que o dia visto nas redes sociais é o mesmo e mais intenso que você esconde através da persiana fechada.

Nesses meus vinte e poucos anos eu já me apressei por todos os lados: pressa de acordar, pressa de falar, de ouvir e de aprender. A vontade de viver o dia de amanhã sempre esteve no sangue. Mas é no final da tarde que essa minha ansiedade se aquieta, a alma sossega. O céu toma as cores do entardecer e eu que já não sei a hora e o lugar, aceito.

Esqueço o relógio, lembro de respirar e penso no dia, no que vi, no que aprendi, no que vivi, em quem amei. Sinto e quase vejo os pensamentos dançando e pintando o balanço que estampa as nuvens feito algodão doce. Quem me conhece sabe que olhar ao céu depois de 17h é sinônimo de calmaria dentro da alma.

Aprendi que entardecer é pôr do ser: pés descalços e pele vestida de gratidão. Ao contrário do tempo cronometrado pelo relógio, essa é a hora de se deixar levar pelos minutos de sabedoria. É tempo de vi(ver) a singularidade de mais um dia.

Pode ter passado apenas dez minutos, mas muitas vezes este tempo é o melhor que você pôde aproveitar do presente: “ver o sol se pôr vermelho”.

Vai lá fora, tá bonito de se ver.

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8 comentários sobre “Entardecer é pôr do ser

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